Hóspede por estação

Nessa cidade tem ruas de todo tipo
Do modelo clássico ao esquisito
Muros altos, largos e resistentes
Outros parecem ceder ao soprar entre os dentes

Não ouso passar em algumas casas
Amo liberdade e valorizo minhas asas
Naquelas moram o orgulho, a falsidade…
E quem só ama a própria identidade

Quero casas onde o bem faça morada
Expulse a maldade para a estrada
Que ela vá para bem longe
Aqui o Amor reina e a Paz é o conde

Relacionamento, chama-se a cidade
Trago na mala bons sentimentos e idade
Há por aí alguém que a carregue,
Guie e aceite-me como hóspede?

Relaxe que eu fico por estação
E um cafuné, vou-me no verão
Ao sair deixo-te belas cartas
Amo liberdade, valorizo minhas asas

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