Redição de Ana

Na cama, triste
Em frente, feliz
Contigo sorriste
Sem seu canto, atriz

Roubaram a inocência
Do olhar desta criança
Quanta maldade na essência
Devasta, deixando sem esperança

Quem dera, ah!, pesadelo fosse
Pois uma hora deveria acabar
Malditos!, querendo dela a posse
Como uma da vida mulher vulgar

Sem pedir licença
Ceifaram-na a alma
Desesperada a partir
Indubitável perder calma

À procura de refúgio
Perdida por aí andou
Até que num suspiro último
No amor encontrou

Alegria nas coisas mais singelas
Eram já a ela improvisada terapia
Sufocada pela do mundo e própria mazela
Se mataria sem o riso de cada dia

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