Ponto de ônibus

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Impaciente no ponto de ônibus após um dia cheio de aulas e acontecimentos cotidianos. Não via a hora de finalmente chegar em casa, jantar, tomar um banho e ir para a cama. Parecia uma ótima ideia pela qual ficar ansiosa. Mas a espera? Muito chata. 

O ônibus chegou. Pensei tão alto que a minha boca reproduziu um aliviado “Amém!”. Não havia notado a aproximação dele ao dizer:

– Ei, você faz parte de um grupo voluntário, não é?

– Sim, faço. Por que? 

– Acompanho tudo pelas redes sociais e lembrei de você nas fotos. Bem, parabéns pelo trabalho, é muito lindo. Continuem fazendo! 

– Sério? Nossa. É… Muito obrigada. Pode deixar!

E bem ali, naquela noite comum e estressante foi aberto um dos mais gratos sorrisos que já abri. Gratidão, sim. Por ver ali reconhecimento sincero e de coração num jovem, simpático e admirador da prática do bem ao próximo. Estudávamos no mesmo lugar por alguns meses e mesmo sendo desconhecidos ele fez questão de transmitir verdadeiramente coisas positivas. Lá estava eu oferecendo um sorriso ao mundo e esquecendo dos aborrecimentos, cansaço e coisa outra qualquer que pudesse afetar o meu bem estar. Há pessoas que te conhecem uma vida inteira e não somam. Ao invés disso, somem. Outras, que nos primeiros cinco minutos te vira ao avesso e faz sentir-se renovado.

Sobre elas: O tempo e o conhecimento se resumem a pontos de vistas. Não resuma-se a um ponto só. Enxergue além do que se vê.

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  • Isadora Maria Fortes Campos

    Amei, prin! Cada dia mais, me apaixono por seu blog! Cada frase, cada texto, vou me identificando. Parabéns!!!