O que aprendi no coração da vida – Jetsunma Tenzin Palmo

tumblr_mceyprLGhV1r0ip2mo1_500

E quando alguém tira algum direito seu? Quando tiram de você algo que tanto ama? Você fica puto. Com toda razão. Quer descontar isso ou colocar para fora de alguma forma. Uns quebram qualquer coisa que estiver ao alcance das mãos. Também revidam. Levando a sério o Código de Hamurábi, no qual é pregado uma expressão conhecida “olho por olho, dente por dente”. Vale a pena, será? Outros puxam uma folha de papel e escrevem a respeito.

Talvez o que mais me tire do sério seja o fato de parar realmente para refletir e só ser capaz de enxergar tamanha hipocrisia onde deveria haver compaixão. Jetsunma Tenzin Palmo diz – num vídeo que assisti (disponibilizarei no final do post): 

Compaixão significa ter empatia com o sofrimento dos outros. “Compassione” certo? Significa o desejo sincero de que os outros estejam livres do sofrimento e a habilidade de se colocar o lugar do outro. Assim a pessoa tem essa empatia. O inimigo próximo é a piedade. Piedade é quando você menospreza o outro e sente: “Ah, que pena! Como é triste você estar assim.” Mas há uma distância entre vocês. Na compaixão não há distância. Você sente o sofrimento do outro como se fosse seu, com o desejo de removê-lo se for possível. Portanto, é uma abertura completa de coração. (…)

Enxergar falta de sinceridade onde deveria haver o que chamamos de beneficência. E voluntariado? Porque ser voluntário não é só ir sozinho ou em grupo visitar velhinhos numa casa de repouso. Não. Isso é só uma parte do processo construtivo de você como um ser humano melhor e menos egoísta. De que adianta a pessoa agir com piedade para com alguém que precisa de compaixão? Aquele que esteja precisando – e ao dizer isso não me refiro somente àqueles que estão enfermos, pedindo dinheiro nos sinais da cidade, dormindo em ruas ou abandonados num abrigo, não. 

Refiro-me a toda e qualquer pessoa ao seu redor que esteja necessitando de algo que você pode oferecer sem que haja um pedido ou algo em troca além dum sorriso de gratidão. Isso sim é a prática do “fazer o bem ao próximo”. A verdadeira prática da bondade. Se tu não és capaz de demonstrar tal gesto a um próximo teu, como serias a um mero desconhecido? Não consigo descrever ao certo como é esse sentimento de impotência ao perder aquilo que amamos muito.

Além de que é uma merda isso tudo. Piora bastante quando uma outra pessoa é responsável por tal. Seja esse alguém “amigo” ou não, é ruim de lidar da mesma forma. Caramba, você conquista algo por mérito seu e alguém priva por simples capricho ou interesse pessoal? Esse indivíduo tem o quê para se sentir superior a ponto de agir dessa maneira abusiva? Resta-me oferecer os meus parabéns e boa sorte para quem se identifica com isso. Precisarão.

A vida acontece e ensina.
Você aprende pelo amor ou pela dor.
E, todo mal ou bem enviado para o mundo retornarás a ti.


Ative a legenda no canto inferior do vídeo.

Você também pode gostar:

  • Isadora Maria Fortes Campos

    Pessoas agem assim porque, pelo menos na minha opinião, não possui um coração bondoso para pensar no próximo. Uma pessoa que faz de tudo para o seu grupo crescer, ser reconhecido por todos, vai atrás de lutar para conseguir patrocínios, doações, e é retirado, ou melhor dizendo, barrado desse grupo, é uma injustiça muito grande. Não sei se é certo dizer, mas com tais atitudes parece mais ser inveja por saber e ver que o outro, mesmo nos momentos mais difíceis da vida, não parou de ajudar. Viu que aquela pessoa possui um coração enorme e que tem vontade de fazer bem ao próximo.
    É uma grande tristeza ver que existem pessoas assim. Pior ainda, aqueles que dizem ser amigos e apunhalar pelas costas! Mas a vida mostra a verdade, tira a máscara daqueles que não tem atitudes verdadeiras, e com tudo isso, aprendemos a ser fortes e a enxergar aquelas pessoas que vale a pena ter por perto.