A Vida Infinita

chama-luto

Numa aula a professora questionou: “O que é vida?” e pensando sobre isso, neste momento, questiono a mim mesma o oposto… O que é morte? Quando nós realmente morremos? Ou será que, na verdade, nunca estaremos totalmente mortos? Acredito que passamos a entender melhor o quão frágil é a vida e temos a oportunidade de valorizar estar vivo, de fato, graças ao contato com o fim da mesma de alguma forma.

A dor vem e deve ser sentida. Dos fios de cabelo ao dedo do pé. Do peito à última lágrima caída. Ao fim da vida, os momentos bons sobrepõem-se à qualquer despedida. Todos os dias, cada vez mais a saudade fica – tomando de conta. A dor esvai. Convenhamos, os entes queridos que vão, eternizam-se em cada memória que fica. Chego a conclusão de que, enquanto as lembranças existirem, a nossa chama não se apagará mesmo quando ao pó nosso corpo retornar. 


In Memoriam aos entes queridos que já partiram, deixando uma saudade imensa em quem permaneceu por aqui. Especialmente à uma das mulheres que conheci mais guerreira, forte e cheia de luz – foi-se nesta semana.

Você também pode gostar: