O Barco

 

Primeiramente, declaro: a maldade está no despertar dum afeto quando não se tem a menor intenção em retribuir. A partir do momento que você faz isso, está abrindo margens a complicações e conflitos totalmente desnecessários. Será que o seu ego vale mesmo tanto assim? De tal maneira que se sobressai a valores sociais importantes para no mínimo uma convivência saudável uns com os outros. Sendo que tudo poderia ser evitado se houvesse um diálogo direto e honesto. Sendo bem sincera, acredito que uma grande parte dos problemas amorosos está nas falhas de comunicação. Se os dois não são sinceros, como irão saber exatamente quais são as intenções apresentadas um para com o outro? Não vão, amigos. Sabe por quê? A interpretação satisfaz mais o teu querer do que aquilo que é. E é no meio dessas tentativas tolas de adivinhações que nascem os “mi mi mi” e as vítimas. Pobres coitados. Tão iludidos. Tão enganados. Tão maltratados. Sinto pena? Nenhum pouquinho. Claro, há casos e casos. Há pessoas boas e as que optam pelo lado ruim da coisa que é encher a cabeça do(a) parceiro(a), mas no fundo está pouco se lixando. Nessa hora cabe ao seu “sexto sentido” e intuição para te auxiliarem. Te fazerem enxergar com mais clareza o que diabos a pessoa quer. Se é o mesmo que você ou não. Sinais estão aí para serem percebidos. Se você fica aí deixando o barco andar sem direção, não poderá reclamar do porto em que ele resolver ancorar.

Você também pode gostar: