Pedra?

Chega um momento das nossas vidas em que o café esfria, o cigarro apaga, a música perde a graça e o mundo parece que desaba. Não sei se já aconteceu com você nem se acontecerá eventualmente… Espero que não. O que fazer quando os dias ficam cinzas? A vontade de fazer algo realmente produtivo aparenta tamanha fragilidade que quanto mais você tenta apanhá-la, desaparece. O tempo não espera, continua passando. Tudo vira um filme em câmera lenta. Você sabe que está ali, só não se sente assim. De protagonista passa a ser um mero expectador. Cheio de expectativas. Vazio de ações. O simples transformando-se em algo extraordinariamente difícil. Respiração em suspiros. De repente, a cama e teu travesseiro viram os teus melhores amigos – abraçando qualquer oportunidade para ficar perto outra vez; ao máximo. A hora de dormir nunca foi tão arduamente desejada quanto nesse tal momento. Quanta coragem que é essa para se viver! E, sentir-se vivo. É preciso muita diante de tudo. A cada tropeço, um recomeço. A cada lágrima, um sorriso. Sobretudo, no rosto um sorriso. No final, é o que importa. Não é o que tu tens. Não é o que tu fez. Não é teu passado. Não é teu presente. Nem o teu futuro prestes a chegar, mas sim se estarás feliz. O caminho é difícil ou fácil para todos, a única diferença será a maneira como você irá enxergá-lo. Imagine que a vida é a rua de sua casa e que todos os dias ao sair você tropeça na mesma pedra. A pedra só irá te impedir de caminhar tranquilamente se você continuar a não se permitir mudar de perspectiva e arriscar.

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