Minha respiração começou a ficar cada vez mais pesada e difícil. As mãos estão frias e suando como se eu estivesse em uma saúna. Aos poucos, vou perdendo o controle sobre tudo: meus pensamentos, meu corpo e, principalmente, sobre mim mesma. Não faço a menor ideia do que está acontecendo comigo. Eu vou morrer. É isso? Em plena praça de alimentação de um shopping lotado em um dia de domingo qualquer? Olho ao redor e a minha visão fica cada vez mais turva. Não sei o que fazer. Parece que meu corpo dobrou o peso e as pernas  bambas não conseguem dar conta. Pego as chaves do carro e arrisco tudo para chegar ao hospital. “Minha senhora, ajude, pois não estou nada bem!” E ela prontamente me encaixou para a consulta  médica. Exame atrás de exame e não foi encontrado absolutamente nada, para a minha frustração. Parecia um atestado de insanidade. Eu senti meu mundo desabar e meu corpo desfalecer, mas o que escutei foi que não haviam econtrado nada de errado comigo. “Olha, infelizmente,  olhei todos os seus exames e não apareceu nenhuma alteração significativa que justifique os seus sintomas. Você já foi a um psicólogo?” Talvez um tiro doeria menos. Foi um daqueles momentos de filme que o personagem não faz ideia do tamanho do monstro em sua frente até que ele se revele sob a luz. Neste caso, ele é um parasita que quando não tratado,  te desestabiliza mais e mais. Toma conta de você, da sua vida, de como você percebe e interage com o mundo e, não menos importante, domina os seus pensamentos e sonhos. Oi, ansiedade. Não há nenhum prazer em lhe conhecer dentro aqui.

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Ela