Ao encontrar alguém

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O tempo pode passar da rapidez que for, mas as pessoas permanecem perdendo a própria identidade pelos outros. Tudo bem, somos seres adaptáveis. É normal você lidar com as situações através de comportamentos diferentes, de acordo com o que cada uma requer. O problema estar na sua falta de amor próprio, a partir do momento que você coloca um indivíduo acima de você. E antes que haja pensamentos do tipo “e o altruísmo?” eu lhes digo: ele não cabe aqui. Não confunda as coisas. Uma coisa é você sentir empatia ou fazer algo por alguém sem esperar nada de retorno. Outra bem diferente é simplesmente se colocar de lado ou como um brinquedo, oferecendo total poder para o fulano ou a fulana fazer o que bem entender com você. Isso é ser trouxa, desculpem-me a sinceridade. É negligenciar a si e esperar que algum ser vivo faça o que você é incapaz de fazer: se amar. Sem adentrar em todas as questões de respeito, confiança, etc. Relacionamentos demandam de cuidado. Mas se você não se cuida, como conseguirá cuidar dum outro? Será frustrante e quase certo de um final infeliz. Ao encontrar alguém: não se perca. É maravilhoso você se encontrar no outro. Sobretudo, essencial se encontrar dentro de si mesmo e preservar isso ao máximo possível. Porque por mais que seja incrível partilhar uma vida a dois e viver com a cabeça nas nuvens, tudo passa. Os pés devem manter-se no chão. E, nessas passagens você corre o risco de não se encontrar mais consigo. Portando, viva. Permita. Ame. Adapte. Partilhe. Confie. Respeite. Sorria. Mas em primeiro lugar: não se esqueça.

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Vazios

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Há pessoas tão vazias de si
Que ficam buscando em outros
Algo para melhor sentirem-se
E ficam cheias
Dessa ideia ilusória
Que alguém inteiro completa
Alguém que é metade

Ame-se, por si

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Ana, que se ame!

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Ana cansada de ser solidão
Anda buscando qualquer coração
Em cada afeto por cá oferecido
Esquecendo das vezes por isso
Nada além do seu foi partido
Ô, Ana, quantos fragmentos
Opções sem sentimentos
Desnecessário sofrimento
Levante e pare o lamento
Acalma esse seu peito
Lembre-se do que digo
A resposta está consigo
Amor próprio não é castigo

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Metamorfose Ambulante

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Eu acordei tão alguém que nem sei quem. Se eu sou eu ou se eu sou outrém. Mas será que eu acordei mais eu? Não sei quem era antes de ir dormir. Nem o que aconteceu. Talvez. Algo mudou. Era ninguém? Agora sou tanto que jamais conseguirei deixar de ser. Nesse momento sei que o estado transformou-se, como uma lagarta ao virar borboleta. Será possível alguém estar e depois ser?

Serei o que fui no instante agora.

SOU.

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