Tum. Tum.

SAUDADE é querer voltar no tempo ao abraço.

Encontro de dois corações batendo juntos. Tum tum tum tum. Ao dizer isso, ao você ler isso – eternizou. Os momentos do poeta ficarão pra sempre. O encontro dos corações batendo juntos ficará pra sempre. Graças a você que leu. Tum tum tum tum. Porque assim como fotos, as palavras tornam eterno tudo aquilo que for – ou não, pra ser. Você tem agora na sua mente um abraço, um encontro… E isso não há como ser apagado.

Tum. Tum. Tum. Tum.

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Hóspede por estação

Nessa cidade tem ruas de todo tipo
Do modelo clássico ao esquisito
Muros altos, largos e resistentes
Outros parecem ceder ao soprar entre os dentes

Não ouso passar em algumas casas
Amo liberdade e valorizo minhas asas
Naquelas moram o orgulho, a falsidade…
E quem só ama a própria identidade

Quero casas onde o bem faça morada
Expulse a maldade para a estrada
Que ela vá para bem longe
Aqui o Amor reina e a Paz é o conde

Relacionamento, chama-se a cidade
Trago na mala bons sentimentos e idade
Há por aí alguém que a carregue,
Guie e aceite-me como hóspede?

Relaxe que eu fico por estação
E um cafuné, vou-me no verão
Ao sair deixo-te belas cartas
Amo liberdade, valorizo minhas asas

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Deixa

Está sentindo tudo que sinto sem sentido? Sem direção. Sem rumo. Sentimentos são assim mesmo. Mas sinta. O importante é sentir. E ouvir, você está ouvindo? Calma. Calma. Desliga os sons. Desliga tudo. Só não desliga o peito. Faça silêncio e ouça. O barulhinho de prazer nesta noite fria. Fria lá fora. Cheios de desejos, almas tão vazias. Dentro é quente. Quente de afeto. Quente de amor. Quente de sentir o que não faz sentido. Você sente? Você ouve? Pare. Preste bem atenção no que não é dito por aqui. Nem precisa. Copos e corpos. Falarão por si. Ouve. Pra quê palavras, amor? Pra quê sentido no sentir? Não faz sentido algum.

                             Deixa estar. Deixa ficar. Deixa sentir.

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