A Luta Mundial

Nunca soube ao certo informações a cerca da expressão “luto” até passar por isso – e inclusive saber, que há vários tipos, não só de ao perder alguém -, mas sempre acreditei que faz total sentido. De fato, é uma luta. Nós lutamos. Com o mundo, com o que acreditamos, com a saudade, com a realidade, com todos e, principalmente, com nós mesmos. E é difícil. Às vezes, para uns mais do que para outros. O pior é que por mais que a gente chore e grite, no fundo, é uma luta silenciosa. E só nossa. Tão pessoal e única que ninguém vai sentir igual a você, assim como você jamais saberá realmente como o outro está se sentindo. Vivemos nessa sociedade cada vez mais doente, com uma negligência enorme para com nós mesmos e com as pessoas que estão ao nosso redor. Mais precisamente, falta empatia. No sentido de você tentar se colocar na vivência de alguém e tentar compreender o que ela possa estar sentindo a fim de ajudá-la de alguma maneira. Aí entra o amor ao próximo e altruísmo. Está tudo interligado. Além, falta respeito. As pessoas têm plena consciência de que todos são diferentes à sua maneira, mas insistem em desrespeitar ou menosprezar seja quem for que não esteja seguindo tais malditos padrões sociais: de beleza, sexualidade, etc. Pois lhes digo, o meu padrão é não estar nesses padrões. Se eu quiser publicar uma foto de biquíni, irei publicar. Se eu quiser passar um dos meus inúmeros batons vermelhos, irei passar. Se eu quiser vestir meu short curto por não aguentar mais aquela calça jeans apertando da cintura à baixo, irei vestir. Se eu quiser usar franja, irei usar. Se eu quiser cortar os meus cabelos na nuca ou tingi-los, podem ter na certeza de que eu irei fazer. Se eu quiser ajudar alguém sem fazer alarde nenhum da minha ação, eu ajudarei. Se eu quiser bater papo por horas com alguém que acabei de conhecer a ponto de compartilharmos histórias de vida, baterei. Se eu quiser perguntar à tia da faculdade como ela está naquele dia, perguntarei. Se eu quiser dar bom dia/boa tarde/boa noite com um sorriso na cara mesmo estando tendo um péssimo dia até aquela hora, eu darei. Se eu quiser sempre que possível demonstrar a minha gratidão pelas pessoas que fazem o mesmo por mim, certamente demonstrarei. Tanto como fiz, faço e farei. Acreditem no que vos digo: As críticas diminutivas são diretamente proporcionais àqueles que as proferem. Nossa, há momentos em que nos sentimos tão solitários. Ah, como dói isso! Olhar pro lado até quando há várias pessoas ao redor e se sentir como se houvesse só você ali. Sabe? É horrível. Infeliz. Mas real. Nesse momento, são incontáveis pessoas se sentindo assim no mundo. Lutadores invisíveis e silenciosos. Você pode ser um deles. O primeiro indivíduo que você olhar ou conversar após ler isso, pode ser um deles. Essa luta não precisa ser só sua. Ela pode ser minha. Da sua família. Dos seus amigos. Dum desconhecido. De todos nós. Porque, no fundo, todos temos uma em comum e a mais importante de todas: a vida.

assinaturaaaa

Continue Reading