nota a alguém

 

cérebro troca de lugar com coração
uma bagunça, verdadeira confusão
ninguém sabe diferenciar
o sentir da razão, fico então a pensar
em como conseguir evitar
me entregar ao agridoce
pois até minha cabeça
afirma meu pertencer
ao seu lado é meu lar
eu amo você

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O tiro

Talvez exista destino
E ele resolveu brincar
Se achando divino
Num mesmo lugar
Colocou-nos
Então, e agora?
Estávamos lá opostos
Por mero desconhecimento
Afinal, somos dispostos
À base de sentimentos
E verdadeiros afetos
Atração a postos!
Se fosse caça, querido
Levaria o tiro certeiro
Para tê-lo comigo
Sentir o seu beijo
E corpo, sem medo
Ou ponteiros

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Ana, que se ame!

 

Ana cansada de ser solidão
Anda buscando qualquer coração
Em cada afeto por cá oferecido
Esquecendo das vezes por isso
Nada além do seu foi partido
Ô, Ana, quantos fragmentos
Opções sem sentimentos
Desnecessário sofrimento
Levante e pare o lamento
Acalma esse seu peito
Lembre-se do que digo
A resposta está consigo
Amor próprio não é castigo

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Caos urbano

 

Corre-corre de todo dia
Maria ficava a observar
Sentiu-se meio perdida
Diante da pressa em passar

E, ali, naquela praça
Pousou algo em sua mão
Como se até tivesse asas
Era um dente-de-leão

Lojas, pastor, colares,
Carros, pessoas, odor,
Pedintes, fumaças, aves;
Sobra caos e falta amor

Em todo lugar: pare, observe
Ah!, se a vida fosse leve…

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Se difícil ficar, aguenta.
Estiver para desabar, sustenta.
Algo estiver em falta, compensa.

Não der para aguentar, repensa.

Vale a pena continuar a tentar?
Tenta.

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Redição de Ana

Na cama, triste
Em frente, feliz
Contigo sorriste
Sem seu canto, atriz

Roubaram a inocência
Do olhar desta criança
Quanta maldade na essência
Devasta, deixando sem esperança

Quem dera, ah!, pesadelo fosse
Pois uma hora deveria acabar
Malditos!, querendo dela a posse
Como uma da vida mulher vulgar

Sem pedir licença
Ceifaram-na a alma
Desesperada a partir
Indubitável perder calma

À procura de refúgio
Perdida por aí andou
Até que num suspiro último
No amor encontrou

Alegria nas coisas mais singelas
Eram já a ela improvisada terapia
Sufocada pela do mundo e própria mazela
Se mataria sem o riso de cada dia

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