ASA em Barras – PI

Sabe quando você está tão ansioso por algo que não consegue dormir ou sequer sentir sono? Foi o que senti de ontem noite pra hoje. Passei o resto do domingo assim.

Só nós bem sabemos o quão nos doamos e nos preparamos nesses últimos dois meses. E foi tanta coisa acontecendo simultaneamente que, às vezes, achei que não daria conta. Por fim, deu tudo TÃO certo. Hoje, nesses anos todos que pratico o voluntariado de maneira mais assídua, foi um dos dias que mais marcou a minha vida. O tempo não haverá de apagar.

Os demais acordaram juntos com o nascer do sol e nos encontramos na minha casa. Assim que organizamos as doações no segundo carro, pegamos a estrada. Uma parada em Cabeceiras para buscar um dos nossos voluntários e seguimos para o destino final, Barras – PI. Tomamos café na casa da minha amiga, que é uma das administradoras do grupo como eu, e fomos ao encontro tão esperado por nós.

Ao chegarmos lá, fomos muito bem recepcionados. Conversamos com eles e começamos a entrega das doações. Tudo foi acontecendo de modo tão rápido e intenso. A casa é pequena e humilde – feita de taipa – e estava com várias pessoas transitando juntas. Caixas pra lá e pra cá. Crianças admiradas e enérgicas querendo acompanhar tudo o mais pertinho possível.

Eu me senti renovada. Aliviada. Emocionada. Orgulhosa. Feliz.

Montamos a mesa para que eles se alimentassem com o lanche que organizamos para eles. Salgadinhos, bolos e refrigerantes. Eu vi fome, de verdade. Vi o verdadeiro saciar. As crianças, magricelas, foram as que mais comeram. Elas simplesmente não paravam de retornar à mesa e buscar mais salgadinhos ou bolo. A boca cheia e as mãos prontas para encher mais e mais.

Conversamos com todos, para entender melhor a situação. Pude observar e analisar várias coisas. Dentre elas: acomodação. Eles chegaram em um ponto de acomodação. De dizer “tudo bem” para a miséria. Uma das crianças contou sobre a energia, não havíamos notado ainda. Poucos dias antes de irmos lá, eles conseguiram energia elétrica. Fiquei tão feliz com esse avanço pra eles. Querendo ou não, foi um grande salto.

Não sei quais fatores exatos são responsáveis por isso, mas eles possuíam uma memória bem deficiente. E uma desatenção enorme. Numa conversa explicando sobre os remédios de verme para os adultos, eu explicava várias vezes e ainda assim eles não conseguiam repetir. Assimilar as instruções. Desenhamos, explicamos e nada. Até que um dos mais velhos disse que sabia ler e ficou responsável por isso. Quando contamos de onde éramos, eles ficaram incrédulos.

Uma das crianças, a Grazi, foi a que mais chamou a minha atenção. Que criança incrível. E engraçada. Sou suspeita para falar, pois amo crianças. Ela também criou uma afinidade comigo rápida ali. De vez em quando chegava: ei, eu gosto de tu! Ou chamava para fazer algo. Tudo que via falava bravamente que era dela. Tudo era da Grazi. Sorrimos muito.

Brincamos de bola. Demos colo para o bebê. Recebemos os agradecimentos. Infelizmente, chegou a hora de darmos tchau. Eles nos pediram para ficar mais, e nós queríamos. Mas ainda iríamos almoçar e nos organizarmos para pegar a estrada na volta. Registramos cada momento. E por fim, tiramos fotos com todos reunidos. Na casa da Thaís – a amiga que falei acima – comemos, descansamos e tivemos um momento nostálgico: brincamos.

Depois esperamos “o sangue esfriar” enquanto conversávamos. Ajeitamos tudo e nos despedimos do pessoal da casa. Era hora de entrar nos carros e voltar para Teresina. Foi incrível! E só serviu para firmar mais ainda o meu propósito: ajudar quem precisa. E se depender de mim, farei isso pro resto da vida. Espero inspirarmos mais e mais pessoas para fazerem o mesmo. Eu acredito que é possível para todos. As pessoas colocam culpa no tempo, no dinheiro, na vida; em tudo! Menos nelas mesmas. Não falta isso, falta amor, pois é só o que precisamos. Todos nós.

Ajudarmos as pessoas que precisam só é preciso uma coisa: querer. Se você quer, tudo é possível. Basta correr e ir atrás. Fazer o bem faz bem. ♥

Texto feito na tarde do dia 25/09.

Segue algumas fotos da nossa ação.

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Projeto — Uma tattoo por uma vida melhor

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Em primeiro lugar se você é preso a esteriótipos e ao escutar ou ler sobre o assunto tatuagens já for tirando suas conclusões, peço que fique nu de todos esses pré-conceitos. Abra a sua mente. Um corpo “limpo” e um corpo “riscado” são a mesma coisa. É corpo. Penso que tatuagem é fazer das pessoas tela e nelas arte. Isso não tem absolutamente nada a ver com caráter e valores morais. Cara, não fique só reproduzindo pensamentos…Reflita!

Então, em breve farei minhas duas primeiras tatuagens (posto aqui assim que fizer) e andava pesquisando no Instagram através das hashtags – à propósito possui grande utilidade nas redes sociais, e encontrei um post relacionado ao trabalho desse tatuador incrível. Minha opinião é meio suspeita, pois sou uma eterna e grande admiradora de ações beneficentes. Aquilo de você realizar uma ação visando o bem do próximo ao invés do seu. Querendo ou não, há um retorno e ele é indubitavelmente único.

Estou falando sobre o Miro Dantas, ele tatua no estúdio Gellys Tattoo na Vila Madalena – São Paulo. E o que faz dele incomum nesse meio? Ele tem construído um belíssimo projeto chamado Uma tatuagem por uma vida melhor que visa proporcionar gratuitamente um atendimento às mulheres que passaram pela mastectomia e lutam contra o câncer de mama.

Em seu site há tudo sobre o seu trabalho (fotos/vídeos/textos) inclusive uma descrição breve sobre o projeto. Segue uma parte e caso você tenha interesse em conhecer melhor o trabalho do Miro, no final do post colocarei o endereço do Instagram, site, e-mail, etc. Aqui na minha cidade, Teresina, não conheço ninguém que faça algo assim, mas seria bom que outros tatuadores por aí se inspirassem e abraçassem essa causa. #lutacontraocâncerdemama

“Tenho visto muitos casos de câncer de mama, e quero de alguma forma contribuir com as mulheres que são seriamente afetadas com isso, muitas vezes tendo a autoestima literalmente mutilada por causa das cirurgias tão agressivas e necessárias.
Eu me proponho a doar uma tatuagem por mês, farei totalmente de graça, para as mulheres que já passaram por isso, falo porque já tatuei muitas delas e com um resultado muito positivo, vejo que a beleza das tatuagens feitas no local das cirurgias, de alguma maneira recuperaram essa autoestima, vaidade e feminilidade dessas mulheres e as ajudam a superar um pouco esse quadro.”


@mirodantas | sitemirodantas2009@gmail.com

Música sugerida: You Give Me Hope – Ryan Kirkland

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Voluntário: um herói cuja força é o amor compartilhado.

Sua principal missão é espalhar esse amor através de sorrisos, abraços e momentos especiais. O pagamento? Ter a honra de colorir os dias de alguém e contribuir fazendo a sua parte à tal mudança tão desejada: mundo melhor. Porque aquele que pratica o bem, no fundo é quem mais ganha. Rico de amor. Simples, limpo e verdadeiro. Você não precisa de certa data. Você não precisa de certa idade. Você não precisa possuir certa condição financeira. Você não precisa ser padrão num tal de nada. Você só precisa ter a atitude certa! Boa vontade e um tempo para isso. Sem deixar para amanhã enquanto o mesmo existir. Quando nós queremos, damos um jeito ao invés de desculpas.

Tire quem precisa da espera
Gente precisando de gente
Gente precisando de você
Abra a cabeça, veja lá fora

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